Uma dúvida recorrente no âmbito do direito de família diz respeito à possibilidade de modificação amigável do lar referencial na guarda compartilhada. Afinal, como proceder corretamente para que a alteração seja válida e segura para todos os envolvidos? A seguir vamos explicar.
O lar referencial é a residência principal da criança ou adolescente, onde ela passa a maior parte do tempo, mesmo em casos de guarda compartilhada. A guarda compartilhada ocorre quando ambos os pais tem ampla convivência com o filho, e também tem participação nas decisões sobre o infante. A matéria é regida nos artigos artigos 1.583 e 1.584 do Código Civil.
A definição desse lar referencial tem impacto na rotina da criança, no convívio com os pais e em diversos aspectos práticos, como a escola, atividades extracurriculares e suporte familiar.
Sim! É possível pedir a modificação do lar referencial na guarda compartilhada de menores de forma amigável, se ambos os pais concordam com a mudança. No entanto, essa alteração precisa ser formalizada judicialmente para garantir a segurança jurídica e evitar possíveis conflitos no futuro.
Mesmo que haja consenso entre os pais, a modificação do lar referencial na guarda compartilhada de menores exige alguns passos importantes:
Muitos pais, por estarem em consenso, acreditam que basta mudar a residência da criança sem buscar a regularização no Judiciário. No entanto, isso pode gerar problemas no futuro, principalmente em casos de desentendimentos, questionamentos sobre pensões alimentares ou mesmo mudanças na rotina do menor.
A homologação judicial garante segurança jurídica e evita o descumprimento de decisões anteriores. Assegura, assim, que o novo arranjo familiar seja reconhecido legalmente.
Após o juiz homologar o acordo, a modificação do lar referencial será oficial.
A modificação do lar referencial na guarda compartilhada é uma decisão importante, que deve sempre levar em conta o bem-estar da criança. Quando há consenso entre os pais, o processo tende a ser mais simples e ágil, mas ainda assim exige formalização para evitar complicações futuras.
Se você está considerando essa mudança e especificações de orientação jurídica, entre em contato para esclarecer suas dúvidas e garantir um processo seguro e adequado.